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Mulher desatenta

Atualizado: 10 de mar. de 2021


Por Fernanda Trigo Costa


Por mais que a gente se esforce, a rotina, o tempo... Sempre intocáveis, infalíveis, insuperáveis.


Dias de filhos com febre em plena pandemia. Ufa, passou.


Dias de pouco descanso, muita atenção, pouco pra mim. Logo eu, desatenta?


Sim. Foi uma semana sem a caminhada matinal, dias de alimentação com o que tinha, noites em camas diferentes. Dores nas costas, nas pernas, azia... Desatenta, logo eu?


Sim. Todos alimentados, aninhados, limpos, medicados, cuidados, acolhidos. Aula bacana, alunos felizes, material entregue. Mas como assim, desatenta?


Sim. Ideias perdidas, leituras interrompidas, café frio. Banho rápido, intestino pressionado, textos sem finalizar. Amigas sem respostas, saudades sem abraço, desejos sem planos. Desatenta?


Sim, por uns instantes, por necessidade, por querer, por prazer, por amor.


Eis que chega o dia de reconectar, de falar com as amigas, de escrever, planejar, desejar. Criar, rabiscar. Logo eu?


Fim do dia. Todos vivos. Mulher atenta!

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